Escolha da profissão é dilema na vida da Geração Y

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Para quem está se preparando para a maratona de vestibular do final de ano, mas ainda tem dúvida quanto à profissão que deseja seguir, a dica é buscar apoio de profissionais da psicoterapia preparados para orientar o processo de escolha. Em São Caetano do Sul, a psicóloga Renata Openheimer, da Dep Consultoria, tem trabalhado o dilema da escolha da carreira profissional com alguns jovens. A consultoria se dá entre seis e dez sessões.

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Renata: orientando novas gerações

“Ao contrário das gerações passadas que tinham de escolher, basicamente, entre as  profissões clássicas das áreas de biomédicas, humanas e exatas, hoje em dia, o jovem da  Geração Y tem  muitas possibilidades para avaliar. E a maior dificuldade, hoje em dia, está  na cultura incutida nas novas gerações, de não perder nada”, avalia Renata. O trabalho de  orientação  profissional, segundo explica a psicóloga, não tem por objetivo  restringir  áreas para a  escolha, mas sim identificar facilidades inatas do jovem para  algumas    atividades. Para  identificar possíveis vocações, Renata investiga primeiramente o  estilo  de  vida do  estudante e tenta fazê-lo  imaginar como ele quer estar na fase adulta do  ponto  de  vista  financeiro, social, familiar. “Todas estas variáveis ajudam o vestibulando a    confirmar  ou  repensar escolhas, por vezes, baseadas no impulso ou no que está na moda”,  informa a    psicóloga. Segundo Renata, é preciso esclarecer ao jovem a diferença entre ter  afinidade  por  uma atividade e ter que trabalhar com a mesma atividade para viver.

“As novas gerações são muito competitivas e tendem a ter problemas com indisciplina  frente  a hierarquias e acabam não permanecendo por muito tempo no mesmo emprego. É  preciso um equilíbrio entre o que foi a geração baby boomers e o que propõe a geração Y”,  sugere Renata. A chamada geração Baby Bloomers é caracterizada por pessoas com idade acima de 45 anos e que tinham como principal característica no perfil a fidelidade à empresa, enquanto, no contraponto, a Geração Y mantém relações efêmeras com o trabalho e fogem de vínculos muito longos.

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Geração Y: marcada por relações efêmeras com o trabalho

“Relações efêmeras, seja com quem for, não constrói nada sólido”, sentencia Renata. E uma última dica importante: já está provado que o profissional que ama o que faz acaba, por consequência, ganhando dinheiro. O inverso nem sempre acontece. Por isso, a escolha de uma carreira deve ser pautada muito mais pela afinidade do que pela rentabilidade. Pense nisso e faça o seu melhor!

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