Famílias estão mais tolerantes com a homossexualidade, diz pesquisa

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A homofobia, embora seja considerada crime, ainda é um dos principais motivos de preconceito e discriminação no país. Pela relevância do assunto, o Opinion Box (www.opinionbox.com), empresa que oferece soluções inovadoras de pesquisa de mercado online, e a Hekima (www.hekima.com), empresa de Big Data Analytics que desenvolve e aplica tecnologias de computação cognitiva a fim de ajudar outras empresas a transformar dados em informação, resolveram trabalhar juntas em uma pesquisa sobre “Homofobiapara entender o comportamento das pessoas em relação ao assunto.

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Famílias afirmam ter tolerância com filhos gays

Embora a opção sexual já seja entendida como algo natural e não uma doença, parte da pesquisa convidou os entrevistados a se colocarem na situação hipotética de ter o filho ou filha revelando ser homossexual e a refletir sobre qual seria a reação de cada um. Como resposta, 44% tentariam encontrar uma forma de ajudar e, se não fosse possível, fariam de tudo para aceitar; 41% seriam totalmente naturais e não mudariam nada na relação com o filho (a); 10% iriam buscar ajuda médica e/ou espiritual até conseguir ‘trazer o filho(a) de volta’; 3% mencionaram que seria muito difícil aceitar e provavelmente iriam romper relações com ele/ela; e 2% disseram que seria o fim de suas vidas.

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Violência ainda atinge milhares de gays no mundo

Foram duas frentes de análise: uma pesquisa, feita pelo Opinion Box, com 1.433 internautas de ambos os sexos, todas as classes sociais e regiões do país; e um monitoramento realizado nas principais redes sociais, com 53.099 posts, que foram analisados pela equipe da Hekima por fazerem menção a termos como: homofobia, homofóbico, lesbofobia, lesbofóbico, lgbtfobia, lgbtfóbico, transfobia e transfóbico, além de homossexualidade, homossexualismo, homoafetivos, homoafetividade e homossexual. Termos como bicha, sapatão, gay e outros com conotação negativa não foram considerados na coleta de dados em redes sociais. Entre os entrevistados, 70% não se consideram homofóbicos, mas 70% consideram o Brasil um país homofóbico. Isso significa que grande parte dos participantes do estudo aponta outras pessoas como parte da questão, mas não se incluem nela. “Nosso entendimento é de que parte desses 70% não percebem que suas atitudes e comentários são homofóbicos porque não compreendem o conceito de homofobia, ou seja, que qualquer tipo de discriminação é considerado homofobia”, avalia Felipe Schepers, COO do Opinion BoxA pesquisa realizada pelo Opinion Box aponta que mulheres e jovens tendem a ser mais tolerantes que homens e pessoas mais velhas em relação à homossexualidade. Nas redes sociais essa tendência se confirma: cerca de 55% das mulheres fizeram comentários não-homofóbicos nas redes sociais, enquanto 40% dos homens seguiram esse comportamento. Também se observa nas redes sociais que quanto mais jovens, menor é a incidência de comportamento homofóbico.

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Brasileiros já reconhecem formações familiares homossexuais

Mais recortes da pesquisa
A pesquisa do Opinion Box também questionou os entrevistados quanto à criminalização da homofobia: 59% das pessoas acham que deveria ser crime; 28% acham que não e 11% não souberam se posicionar. A adoção de crianças por casais homossexuais é aceita por 60% dos respondentes, enquanto 31% entendem que isso não deve acontecer e 9% não souberam se posicionar. De acordo com o Relatório de Violência Homofóbica, publicado em fevereiro deste ano, ao menos cinco casos de violência homofóbica são registrados todos os dias no Brasil. Depois, os entrevistados tiveram que avaliar algumas colocações. Ao se depararem com a afirmação: “O brasileiro vem se tornando menos homofóbico nos últimos anos“, 34% das pessoas discordaram ou discordam totalmente; 42% são indiferentes e 24% concordaram ou concordam totalmente. Diante da frase: “A homossexualidade não é uma coisa natural e deve ser combatida”, 63% disseram discordar ou discordam totalmente; 18% são indiferentes e 19% concordam ou concordam totalmente. No caso da afirmação: “Só é família a união entre homem e mulher”, 53% discordam ou discordam totalmente; 13% são indiferentes e 33% concordam ou concordam totalmente. E diante da frase “TV não deveria exibir beijos gays e casais homoafetivos”, 43% discordam ou discordam totalmente, 18% são indiferentes e 39% concordam ou concordam totalmente. A margem de erro da pesquisa é de 2,6% e o intervalo de confiança é de 95%.

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A violência contra homossexuais é o tema da peça Requiem

Constientização – Com o intuito de conscientizar e debater com  a população sobre a violência contra homossexuais  e com isso reduzir o número de casos, que em sua maioria são cometidos com o uso de arma branca ou de fogo, asfixia, enforcamento, espancamento e até apedrejamento, a Cia. Façamos Assim estreia, neste final de semana, com o espetáculo “Requiem”, em São Bernardo do Campo. Com direção de Amanda Stahl e texto de Marcelo Oriani, a encenação será apresentada no CLAC (Centro Livre de Artes Cênicas), nos dias 06 e 07 de agosto, às 20h e às 19h, respectivamente, em São Bernardo do Campo (SP). “‘Requiem’ retrata uma agressão física que ‘desacontece’ até o instante em que uma vítima – agora ‘desmorta’ -, frente a frente com seu agressor, tenta modificar seu futuro”, explica o dramaturgo, Marcelo Oriani.Com entrada gratuita, fora assistir a “Requiem”, a plateia vai participar de um bate-papo esclarecedor com a transexual e presidente da CAIS (Associação Centro de Apoio e Inclusão Social para Travestis e Transexuais), Renata Peron. “Escolhemos a Renata Peron devido à sua luta e sua história. Em 2007, antes de assumir sua transexualidade, ela foi agredida por nove rapazes, fato que provocou a perda de um de seus rins”, destaca Oriani. Destina, priori, a pessoas maiores de 14 anos, a mesa de discussão tem como objetivo debater a importância da criminalização da homofobia e da transfobia. Após as apresentações em São Bernardo do Campo (SP), “Requiem” passará pelos palcos das cidades de Americana, Piracicaba, Rio Claro e Santo André. O espetáculo conta com o apoio do ProAC (Programa de Ação Cultural) da Secretaria de Cultura do Estado de São Paulo, cujo objetivo é fomentar e difundir a produção artística paulista, por meio do suporte financeiro a projetos artísticos, selecionados por meio de Editais.

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