Seguro de vida: brasileiros fazem as pazes

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Fern*por Fernanda Machado

O otimismo do povo brasileiro é, sem dúvida, uma das marcas da nossa  Nação. Sempre acreditamos no final feliz e que ‘na hora certa’, tudo  acabará bem. Sem dúvida, este tom positivo é o que nos ajuda a superar  tantos desafios. Mas, otimismo à parte, a realidade da vida precisa ser  tratada com seriedade e atitude. No que se refere à prevenção, por  exemplo, o brasileiro tem muito a repensar. E quando o assunto é seguro  de vida, paradigmas precisam ser quebrados para que a cultura de proteção  não signifique morte anunciada. Atualmente, o mercado mundial de seguro  vida é preenchido em quase 30% somente pelos Estados Unidos. Tomando  esse dado por base, temos no mercado brasileiro de seguros grande  oportunidade de crescimento.
Porém, o desafio começa em fazer o cliente considerar a possibilidade da própria morte ou de invalidez para, então, começar a planejar o futuro próprio e de entes queridos de forma mais natural. É incrível como a ideia de precisar de um hospital impulsiona as pessoas a terem – ou ao menos desejarem – um bom plano de saúde. Mas, este mesmo público consumidor de assistência à saúde, em sua maioria, ignora a possibilidade de não sair vivo de um hospital. Pois é, quando esta fatalidade acontece, principalmente com o provedor, famílias inteiras ficam à deriva, causando um efeito cascata em termos de problemas financeiros. Lembre-se que neste momento, seus entes queridos estarão sob o efeito da perda afetiva e, portanto, mais fragilizados para a tomada de decisões rápidas que os façam retomar o padrão de vida patrocinado por você em vida.
Aos poucos o Brasil tem dado sinais de crescimento da cultura da prevenção por meio da compra de seguro de vida. Desde a década de 90, o país experimenta uma grande evolução. Concessões feitas pelo governo permitiram o crescimento do número de empresas seguradoras operando, e a concorrência entre elas fez com que fossem criados novos produtos e serviços, com preços e regras diferenciados. Como reflexo, a receita obtida por meio de seguros e planos de previdência passou de US$32,00 por habitante em 1990, para US$338,00 em 2015, passando a representar 3,9% do PIB. O produto mais adquirido é o VGBL (Vida Gerador de Benefícios Livre), modalidade de Previdência em que o cliente acumula recursos e ainda tem a possibilidade de acrescentar cobertura para indenização em caso de morte ou invalidez. Enquanto consultoria em benefícios e seguros, nós da Pellegrino & Machado observarmos que a abordagem para o seguro de vida faz toda a diferença. As seguradoras estão investindo em serviços agregados aos produtos de seguro de vida, além de propor uma abordagem repaginada.
Por exemplo, pessoas casadas e com filhos, caso um venha a falecer, a outra parte assume automaticamente todas as responsabilidades financeiras do outro, pois não existirá mais aquele salário para fazer frente às despesas. Por isso, no início das negociações o cliente é questionado sobre seus custos mensais, de contas de consumo a educação, transporte e alimentação. A partir daí tem-se a base para o Capital do seguro. Em média, uma família precisa de cinco anos para repor a falta financeira da pessoa que faleceu. Logo, o capital ideal a ser contratado é de 60 vezes o valor do salário. E para complementar, o seguro de vida está sendo ofertado com acréscimo de serviços, ou descontos em outros tipos de produtos, dependendo da seguradora. Isso torna o produto ainda mais atraente.

*Fernanda Machado é diretora comercial da Pellegrino & Machado Consultoria em Seguros e Benefícios e especialista em gestão de seguros e planos de saúde e de previdência privada para clientes corporativos e individuais.

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