Consultor aponta bondade e maturidade como sinais de equilíbrio

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*por Fabio Mautari

FotoperfilQuando alguém diz: “sou tão bom que excedo”, nos faz pensar naquele velho ditado culinário de que tempero na medida certa realça o sabor, mas em exagero estraga o prato. E quanto “prato” estragado encontramos por aí. Há os que de “tão bons” se tornam bobos, carregam os outros nas costas estimulando a incompetência. Há os narcisistas que só olham para o próprio umbigo e não valorizam ninguém.
Há também os exibidos, centro das atenções o tempo todo e que se destacam pela inconveniência. Sem falar nos donos da verdade, a quem às vezes reverenciamos pela sabedoria, mas odiamos pela teimosia! Ser bom na medida certa é o melhor para si e para os outros. Existem três modos de usarmos nossas características comportamentais:

Positivo – usamos nossas características na intensidade ideal. Isto resulta numa produtividade harmoniosa e prazerosa e no desenvolvimento de bons relacionamentos interpessoais;
Neutro – usamos minimamente nossas características. Como a intensidade é muito abaixo do ideal, nossos traços predominantes simplesmente não são percebidos pelos demais, nem como virtude e nem como defeito. Desta forma, terminamos por desperdiçar nosso talento;
Excessivo – nossas características ficam fora de controle. Exageramos tanto na intensidade, que elas acabam por nos fazer mal. Um temperamento excessivo, empregado exageradamente, pode-se tornar destrutivo. Quanto melhor você for, maior a sua obrigação de dividir, nutrir, ajudar, contribuir para um mundo melhor. Ser bom é ser maduro, é estar no ponto. O que está maduro alimenta, não dá indigestão. Se você é bom, não exceda, apenas ceda, porque o que amadurece e não é desfrutado, apodrece e é lançado fora …

*por Fabio Mautari é CEO da People Smart, consultoria internacional de gestão estratégica de pessoas

 

 

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